Promotoria avalia pedido de bloqueio de verbas para Hospital Martagão Gesteira
24/07/2016 13:06 em Novidades

Diante da crise financeira que assola o Hospital Martagão Gesteira, a Promotoria de Infância e Juventude do Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu um procedimento para apurar a dimensão do caso. Segundo o jornal A Tarde, citando o titular da promotoria, Carlos Martel Guanais, documentos que comprovem o rombo fiscal já foram solicitados à Liga Álvaro Bahia contra a Mortalidade Infantil, que atualmente mantém a unidade em funcionamento. A promotoria também já convocou as secretarias de Saúde do município (SMS) e do estado (Sesab) para uma reunião sobre o tema. O encontro está agendado para a próxima quarta-feira (27), na sede do MP-BA, no Centro Administrativo da Bahia. Os órgãos gestores, que defendem a manutenção das atividades da unidade como prioridade (leia mais aqui), deverão agora apresentar medidas alternativas, a fim de anular o risco de cancelamento de alguns serviços do hospital, o que está previsto para acontecer no dia 12 de agosto, segundo o superintendente da Liga, Antônio Novaes. Entre as soluções já pensadas por Martel está a possibilidade entrar na Justiça com o pedido de bloqueio de verbas das secretarias, a fim de garantir que o recurso chegue até o hospital.  "Eles vão ter que dizer como vão suprir a ausência desses serviços, quem vai cuidar dessas crianças", ressaltou o promotor, que considera a situação "extremamente preocupante". Para destacar o quadro, o superintendente aponta que o total de dívidas acumuladas pelo Martagão é de R$ 25 milhões, sendo, a cada mês, somado mais R$ 500 mil ao déficit, em decorrência do "sub-financiamento do Sistema Único de Saúde". "O hospital custa R$ 4,2 milhões por mês, mas recebe R$ 2 milhões do município, R$ 1,6 milhões do estado e R$ 100 mil de doações para custeio", pontuou o gestor, explicando que os serviços são remunerados pelo Ministério da Saúde com valores abaixo do custo real. Sem verba, os médicos da unidade estão há cinco meses sem receber salário, o que fez com que alguns deixassem o trabalho no hospital.

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