Medalhistas de ouro baianos ganham festa em Salvador
21/09/2016 16:17 em Paralimpíadas

Campeões paralímpicos na Rio-2016, os jogadores  baianos Jefinho e Cássio desembarcam nesta terça, 20, à tarde no aeroporto de Salvador, de onde sairão  para  um desfile em carro aberto. Os dois jogadores de futebol de 5 (para deficientes visuais, à exceção do goleiro), que conquistaram a medalha de ouro, participaram de uma festa exclusiva para os medalhistas ontem, no Rio, palco da Paralimpíada.

Para Jefinho, foi a  terceira medalha dourada  paralímpica (antes, levou em Pequim-2008 e Londres-2012). Para Cássio, a segunda, já que havia sido campeão também em Londres-2012. A dupla passou cerca de um mês no Rio, entre a aclimatação e os jogos, mas no sábado já  treinará para o Campeonato Brasileiro Série A.

“A gente chega por volta das 14h da terça; na quarta-feira cumpre agenda com o governador e no sábado já estará treinando com o time do Instituto de Cegos da Bahia, o ICB. A partir de 31 de outubro já vamos disputar o Brasileiro, em São Paulo”, listou Cássio em entrevista.

Cássio lembrou ter superado duas lesões sérias que poderiam ter encurtado sua carreira. “Em 2006 quebrei a tíbia da perna direita. Em 2010, a mesma coisa, uma fratura no mesmo osso, mas  da perna esquerda. Fiquei quatro meses afastado”, contou.

Outro desafio que ele considerou difícil ocorreu pouco antes da Paralímpiada. “A minha mulher disse que, se eu não voltasse  com a medalha de  ouro, não entraria em casa. Foi uma batalha, estou chegando em casa levando o que ela ordenou”, brincou.

Torcida pelo Bahia

Diferentemente do companheiro de equipe, Jefinho terá dois desfiles em carro aberto. “Além desse desfile em Salvador, terei outro em Candeias porque  moro  lá. Do aeroporto  a gente vai para o ICB e depois vou para o outro desfile em Candeias”, revelou Jefinho.

Torcedores declarados do Bahia, Jefinho e Cássio estão de olho na  campanha do clube. “Estamos aí na briga. Agora no G-4, tentando subir, e vamos subir. Bahia estava bem longe, mas está tendo uma reação boa. Quando o Bahia chega é fatal. Time grande é assim”, defendeu Jefinho.

O camisa 7 da seleção brasileira se prontificou a dar apoio ao time e oferecer algum tipo de incentivo para o Tricolor voltar à Série A: “Seria muito bom  conversar com os jogadores. Passar um pouco da nossa experiência como campeões paralímpicos”.

“Eu e Cássio ficaríamos muito felizes de dar um ânimo para no ano que vem voltarem à Série A” completou Jefinho.

Evânio é celebrado em Cícero Dantas

Outro baiano homenageado foi o halterofilista Evânio Rodrigues, que já está em Cícero Dantas desde o último sábado. A cidade do interior baiano  recepcionou com festa o  para-atleta, que em sua estreia nos Jogos Paraolímpicos garantiu inédita medalha de prata para o Brasil  na categoria até 88 kg do levantamento de peso.

Evânio  surpreendeu ao sustentar  210 kg na segunda de  suas três tentativas. O baiano acabou igualando-se ao adversário  Sodnompiljee, da Mongólia, mas o mongol  ficou com o terceiro lugar devido ao seu  peso corporal ser maior que o do cicerodantense.

O halterofilista estava na lista dos 96 para-atletas brasileiros convidados para a festa realizada ontem, no Rio. O evento  especial foi oferecido apenas aos competidores que conquistaram medalhas  nos Jogos Paralímpicos de 2016.

Brilharam

Além dele e dos jogadores de futebol de 5 Jefinho e Cássio, a Bahia também foi representada pela maratonista Edneusa de Jesus Dorta, do atletismo, outra que brilhou nos Jogos.

A soteropolitana   garantiu a medalha de bronze ao completar os 42 km  de corrida da maratona paralímpica com a marca de 3h18min38. Da mesma forma que Evânio, Edneusa também estreou nos Jogos Paralímpicos e faturou uma medalha  pela primeira vez em sua carreira.

A medalhista compete com baixa visão, deficiência que ocorre  desde o seu nascimento provocada por  uma rubéola que sua mãe contraiu durante a gravidez.Campeões paralímpicos na Rio-2016, os jogadores  baianos Jefinho e Cássio desembarcam nesta terça, 20, à tarde no aeroporto de Salvador, de onde sairão  para  um desfile em carro aberto. Os dois jogadores de futebol de 5 (para deficientes visuais, à exceção do goleiro), que conquistaram a medalha de ouro, participaram de uma festa exclusiva para os medalhistas ontem, no Rio, palco da Paralimpíada.

Para Jefinho, foi a  terceira medalha dourada  paralímpica (antes, levou em Pequim-2008 e Londres-2012). Para Cássio, a segunda, já que havia sido campeão também em Londres-2012. A dupla passou cerca de um mês no Rio, entre a aclimatação e os jogos, mas no sábado já  treinará para o Campeonato Brasileiro Série A.

“A gente chega por volta das 14h da terça; na quarta-feira cumpre agenda com o governador e no sábado já estará treinando com o time do Instituto de Cegos da Bahia, o ICB. A partir de 31 de outubro já vamos disputar o Brasileiro, em São Paulo”, listou Cássio, que, ao lado de Jefinho, conversou com o A TARDE através das redes sociais.

Cássio lembrou ter superado duas lesões sérias que poderiam ter encurtado sua carreira. “Em 2006 quebrei a tíbia da perna direita. Em 2010, a mesma coisa, uma fratura no mesmo osso, mas  da perna esquerda. Fiquei quatro meses afastado”, contou.

Outro desafio que ele considerou difícil ocorreu pouco antes da Paralímpiada. “A minha mulher disse que, se eu não voltasse  com a medalha de  ouro, não entraria em casa. Foi uma batalha, estou chegando em casa levando o que ela ordenou”, brincou.

 

 
 
 
 
A Tarde
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