Meninas do basquete atropelam Argentina na estreia da Paralimpíada
08/09/2016 16:42 em Paralimpíadas

O local era a mesma Arena Carioca 1, assim como a adversária Argentina, pelo mesmo torneio de basquete, só que desta vez era em cadeira de rodas. As recordações dos brasileiros não eram boas. Ali mesmo, semanas antes, o sonho da medalha olímpica para a equipe de Rubén Magnano praticamente acabava com a dura derrota para o arquirrival na segunda prorrogação. Mas as meninas do Brasil deram o troco com juros e correção monetária e vão em busca do pódio inédito na modalidade. Empurrado pelo bom e animado público que compareceu no início da tarde desta quinta-feira, o Brasil não tomou conhecimento das hermanas e estreou com vitória nos Jogos Paralímpicos. Jéssica, Vileide, Lia e Perla foram os destaques na "goleada" por 85 a 19 (40 a 8).

Desde o início as brasileiras mostraram que a partida seria de uma equipe só e levantaram as diversas crianças e jovens de colégios e projetos sociais na arquibancada. Mais intenso, procurando os espaços, abriram rápida vantagem. Lia e Perla se destacavam em um primeiro quarto que terminou 22 a 4. O panorama seguiu o mesmo no segundo. Destaque para o crescimento de Vileide e Jéssica (40 a 8).

O papo no vestiário com o técnico Martoni Sampaio serviu para manter a concentração e não deixar o ritmo cair. A cada cesta, a Arena Carioca 1 vinha abaixo com agudos e graves enlouquecidos. No banco, as reservas também faziam sua parte. A cada ataque canarinho, os gritos de "defesa, defesa". Um cenário bastante favorável ao Brasil, que mostrou estar no caminho certo em busca da primeira medalha paralímpica do esporte (85 a 19).

ENTENDA A MODALIDADE

Assim como no basquete convencional, a disputa em cadeira de rodas também acontece com cinco atletas de cada lado, com 24 segundos de posse de bola para cada ataque e quatro períodos de 10 minutos. Toda a vez que a bola sai ou há uma infração, o cronômetro é paralisado.

Os atletas são classificados de 1.0 a 4.5, de acordo com sua capacidade funcional, sendo que quanto menor for o número, maior é o grau de deficiência. A soma dos pontos dos jogadores de um time em quadra não pode ultrapassar 14.

 

 

Tribuna Hoje

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