CANDEIAS: VEREADOR ARNALDO ARAÚJO ACUSADO DE COMPRA DE VOTOS, CONTINUA NO MANDATO E DEBOCHA DA JUSTIÇA
08/11/2018 11:36 em Politica

Acusado continua no mandato, mesmo tendo sido acusado de comprar votos por 100 reais. Processos em toda a Bahia estão emperrados. População cobra julgamento.

Em todo Estado ações não julgadas premiam políticos com mandato e mesmo respondendo na justiça continuam exercendo cargos. Após a operação realizada em 30 de Agosto pela Policia Federal na Bahia, onde um vereador de Vitória da Conquista, foi afastado do cargo por suspeita de oferta de emprego em troca de votos, chamou a atenção de juristas do estado a demora do Tribunal Regional Eleitoral em julgar ações de compra de votos em comarcas do interior da Bahia.

A Operação Condotieri que cumpriu 29 mandados de busca e apreensão, 23 mandados de medidas cautelares e 61 mandados de intimação que ocorreu ontem é um exemplo de como a demora em investigações pode ser vantajosa para políticos que cometem crimes eleitorais. A demora dos julgamentos deixam políticos em mandatos por mais tempo do que deveriam.

Assim como em Vitória da Conquista, outra grande cidade da Bahia mantém em mandato, políticos que teriam comprado votos nas eleições de 2016. Em Candeias na Região Metropolitana de Salvador, o vereador Arnaldo Araujo (PSDB) responde por compra de votos na justiça eleitoral, por suposta compra de votos, desvendada pela Polícia Federal na Operação Donum, que junto ao Ministério Público Eleitoral, apurou o esquema de compra de votos, onde o mesmo supostamente pagou cerca de 100,00 por eleitor.
À época 15 policiais da PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais de Arnaldo, conhecido por ser dono do Supermercado Ponto Econômico e em residências de cabos eleitorais.

O nome da operação Donum, em latim, significa presente, brinde, donativo, em alusão ao valor pago aos eleitores que votaram no candidato.
Os processos que apuram o suposto crime estão parados na comarca da cidade, sem julgamento, fato que confirma que praticar crimes eleitorais acaba sendo vantajoso para candidatos de força econômica e prejudicial para a cidade que tem vereador exercendo um mandato e a população sem saber se o mesmo é culpado ou não.

Se for julgado, condenado e a suspeita de compra de votos seja confirmada, os envolvidos podem pegar quatro anos de reclusão, além da cassação do mandato. Em entrevista à Rádio Baiana FM no dia de hoje (08) o vereador negou as acusações e disse duvidar ser condenado pela justiça.

Ainda em Feira de Santana a PF deflagrou em 2016 uma operação para apurar a compra de votos por parte de um pastor evangélico, candidato a vereador, que oferecia a benção dos fiéis ou amaldiçoavam o eleitor em caso de negativa no fornecimento de dados eleitorais. A operação Simão, cumpriu os mandados de busca e apreensão em uma a Igreja do Evangelho Quadrangular, onde o pastor era um dos líderes e teria coagido os fiéis. O nome da Operação Simão refere-se ao codinome dado pela Polícia Federal a um dos candidatos. Simão era, no cristianismo, um dos apóstolos de Jesus. Até agora dois anos após a eleição, os envolvidos não foram julgados.

 

Redação | Rede RC News

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