Haddad cresce nas pesquisas, Bolsonaro cai. Mas dá para virar?
26/10/2018 14:59 em Politica

Os petistas chegam ao final da campanha num otimismo moderado. Ou melhor, mais dispostos a intensificar a presença nas redes sociais. Estão embalados pela pesquisa do Datafolha, que apontou um leve crescimento de Fernando Haddad.

A diferença caiu, mas continua grande. Comparando as três pesquisas do Datafolha no segundo turno, na primeira (58 a 42) era 16, na segunda (59 a 41) foi de 18 e a de ontem (56 a 44), de 12.

Claro que ainda é muito grande. Dos 147.306.295 eleitores do Brasil aptos a votar no primeiro turno, 117 mil foram às urnas. Computando só os votos válidos, a diferença aí vai a mais de 10 milhões de votos. É muito voto. O que quer dizer: Bolsonaro começou favorito e hoje, a dois dias da eleição, continua favorito.

Ajuda inimiga

Analistas atribuem a queda de Bolsonaro a ele próprio e ao filho. Num vídeo gravado para manifestantes na Av. Paulista, esta semana, disse: ‘Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou vão para a cadeia’, sugerindo o exílio para quem não gostar dele.

Eduardo Bolsonaro, o filho, deputado federal do PSL de São Paulo, também em vídeo disse que para fechar o STF ‘basta um cabo e um soldado’. Claro que a campanha de Bolsonaro percebeu e decidiu mandar todo mundo calar. Acham que o risco vem da própria boca.

Mirela, Lauro e a prefeita

Mirela Macedo (PSD), que em 2014 ficou como 1ª suplente de deputada, em 2016 elegeu-se vice de Lauro de Freitas com Moema Gramacho (PT), mas preferiu assumir a Assembleia, e agora elegeu-se bem, com mais de 50 mil votos, 12 mil em Lauro. E viu a ex-parceira, Moema, sair das urnas mal, com apenas 4.763 votos para o estadual dela, Jones Carvalho.

– Ela se dividiu demais. Cada secretário tinha um candidato. Foram sete.

Reinaldo e os novos rumos

Com nove mandatos consecutivos, Reinaldo Braga (PR), também ex-vereador e ex-prefeito de Xique-Xique, despede-se da Assembleia após 36 anos de Casa.

Ele diz que não esperava só os 40 mil votos que teve:

– Foi erro de cálculo.

Reinaldo é médico, mas já não exerce a medicina há muito. É também dono das rádios Tribuna do Vale do São Francisco e Xique-Xique FM. Tem o estetoscópio, o microfone e o pijama.

Adolfo Viana e Bolsonaro

Único deputado federal tucano eleito pela Bahia (a bancada que tem Jutahy Júnior, João Gualberto e Antônio Imbassahy encolheu nas urnas), o deputado estadual Adolfo Viana diz que num eventual governo de Jair Bolsonaro primeiro vai ver como vai ficar:

– Eu preferiria dar um voto de confiança, para ver no que vai dar. Sou da tese dos mais otimistas.

Tucanos como José Serra fecharam com Haddad.

Na Câmara de Salvador, uma sucessão tranquila

A Câmara de Salvador vai estar de cara nova a partir de fevereiro. Dois dos seus principais protagonistas da era ACM Neto, Paulo Câmara (PSDB) e Leo Prates, o primeiro antecessor do segundo na presidência, elegeram-se deputados estaduais, além de Hilton Coelho (PSOL), mais Igor Kannário que se elegeu federal.

Mas ainda é esta velha composição que vai eleger o presidente da nova, na próxima quarta, Geraldo Júnior (SD), o vencedor de uma disputa na base de Neto com Cláudio Tinôco, que logo desistiu, e Kiki Bispo (DEM), que ainda não engoliu, mas engolirá, diz-se. Leo Prates diz que a antecipação da eleição é boa:

– Me elegi de manhã, tomei posse de tarde. Geraldo terá dois meses para se inteirar de tudo.

COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!