SFC - Bandidos utilizam o nome da empresa 'CASA de FRIOS' para dar o golpe do falso emprego
21/09/2018 08:44 em Segurança

Vítima de fake news, a loja “Casa de Frios” localizada na praça Santa Cruz, em São Francisco do Conde, na região metropolitana de Salvador, teve seus dados utilizados por criminosos que usaram o nome do estabelecimento para conseguir atrair vitimas com possíveis oportunidade de emprego.

Segundo informações  dos proprietários da loja, Leonardo e sua esposa Alessandra, eles só souberam do que estava acontecendo quando uma das vitimas passou no estabelecimento para avisar que já estava indo fazer o pagamento do suposto boleto no banco.

De acordo com os proprietários, as vitimas disseram que o valor efetuado era para realizar os exames de saúde, solicitados pelo agenciador que estava se comunicando com as pessoas sobre a suposta “oportunidade de emprego”.

Os proprietários registraram um boletim de ocorrência na delegacia do município.

Segundo a direção da Casa de Frios, uma das vitimas relatou que o valor de R$ 53,00 pago através de boleto bancário, seria reembolsada pela suposta empresa que se passava pela Casa de Frios, após a admissão do candidato a vaga.

Alessandra, falou que iria noticiar em suas redes sociais, o acorrido, para que as pessoas não acreditassem na falsa oferta de emprego:

“Assim como todos, nós também somos vitimas, não temos culpa de nada do que está acontecendo, espero que tudo acabe bem”, disse Alessandra.

Confira as dicas a seguir para não cair no golpe do falso emprego:

1- Desconfie de vagas urgentes divulgadas no WhatsApp, Facebook e outras redes sociais

Tome cuidado com ofertas de emprego divulgadas via WhatsApp, Facebook, Instagram, Twitter e outras redes sociais, principalmente se elas tiverem tom de urgência, oferecerem um número grande de vagas ou destacarem benefícios muito vantajosos.

Frequentemente, essas vagas são falsas e tentam fazer a pessoa clicar em um link que leva a vírus e outros malwares ou tentam coletar informações sigilosas por meio de formulários em sites duvidosos, por exemplo.

Desconfie da oferta mesmo se uma pessoa da sua confiança a estiver divulgando. Muitas vezes, ela compartilha a vaga na intenção de ajudar amigos ou parentes que estão procurando oportunidades, mas não percebeu que o emprego não existe. Na dúvida, entre em contato com a empresa citada na divulgação.

2- Não acredite em promessa de vaga garantida

Há muitas agências ou consultorias que anunciam empregos em jornais, redes sociais e classificados on-line com vaga garantida. Não acredite. Geralmente, esse tipo de agência vai exigir que a pessoa pague por um curso ou treinamento que a habilitará para o suposto cargo e depois some ou deixa de entrar em contato.

Lembre-se que uma empresa séria vai, antes de tudo, entrevistar ou testar os candidatos para não fazer contratações ruins. Não há como garantir vagas.

3- Se você tiver que pagar para ficar com a vaga, pule fora

Você faz entrevistas, entrega documentos ou até mesmo passa por um treinamento. Depois de tudo isso — ou antes —, você é informado de que precisa pagar para fazer um exame, para passar por um teste psicológico ou simplesmente para ter direito à vaga. Cuidado! Muito provavelmente, é um golpe.

Não fez sentido. Serviços de recrutamento são pagos pelas empresas para direcionar profissionais. O trabalhador não deve ser impedido de assumir a vaga por falta de pagamento de nenhuma taxa.

4- Só use sites de empregos reconhecidos

Há muitos sites de empregos com ofertas falsas por aí. Se você quiser utilizar algum desses serviços, faça uma pesquisa antes de se cadastrar. Sites como ManagerCIEE (para estágios), GetNinjas (para freelancers) e trampos.co (para profissionais de comunicação e TI) costumam ter boa aceitação. Note, porém, que alguns são pagos.

5- Suspeite de salário alto demais ou benefícios muito vantajosos

Se o salário é bastante superior à média do mercado, os benefícios são muito vantajosos ou há um aviso em destaque dizendo que não é necessário experiência, desconfie. Provavelmente é um esquema que exigirá que você pague alguma taxa ou faça um curso.

As companhias só pagam salários elevados para profissionais altamente qualificados (com comprovação via testes rigorosos) ou que subiram de cargo gradualmente.

6- Se elogiarem demais a empresa, podem estar tentando te enganar

Quando uma empresa chama um candidato para entrevista, mesmo que por telefone ou videoconferência (Skype, por exemplo), ela está preocupada em conhecer a pessoa para saber se ela tem os requisitos e as habilidades necessárias.

Por isso, desconfie se o entrevistador gastar muito tempo falando da companhia, do que ela vai conquistar ou mesmo do cargo que você está disputando. Nessas circunstâncias, são grandes as chances de estarem tentando te impressionar para, assim, você com concordar com o que estão oferecendo. Às vezes não é uma vaga de emprego, mas um esquema de pirâmide, por exemplo.

7- Você é perfeito para vaga, mas o currículo precisa de ajustes? Cuidado!

Por telefone, e-mail ou mesmo presencialmente, um recrutador fala que você tem o perfil perfeito para determinada vaga e até elogia suas qualificações. Mas aí ele diz que o seu currículo ou cadastro precisa ser refeito.

Muita atenção! Não se deixe levar pelo medo de perder a suposta vaga. É bastante provável que você tenha que pagar por isso ou para fazer um curso que vai deixar o currículo completo.

Não é assim. A empresa que te contratar vai cuidar do seu treinamento sem cobrar nada por isso, caso você realmente precise de alguma habilidade complementar.

8- Você vai perder a vaga se não comparecer urgente à empresa ou agência? É furada!

Uma suposta agência liga ou envia uma mensagem para você por WhatsApp (ou outro serviço) falando que uma vaga com o seu perfil está disponível. No entanto, você deve comparecer ao local de entrevista ou contratação dentro de duas ou três horas, do contrário, o cargo vai para outra pessoa.

Normalmente, essa é uma tática para despertar um sentimento de urgência no candidato, que vai sair correndo de casa para não ficar sem o emprego e, por conta da correria, não irá pesquisar a empresa ou mesmo identificar os sinais que indicam que aquela oferta pode ser golpe.

Mantenha a calma, sempre. Não tome nenhuma decisão quando você estiver com pressa ou ansioso.

9- Pesquise a agência ou empresa que oferece o emprego

Mesmo que uma empresa ou agência de empregos não levante suspeitas, vale a pena pesquisar sobre ela no Google, em grupos do Facebook, no LinkedIn e até em serviços como o Reclame Aqui.

Fazendo isso, você vai conseguir encontrar rapidamente relatos de pessoas que receberam ofertas de trabalho duvidosas da companhia ou agência.

Você também pode procurar o telefone do departamento de recursos humanos (RH) da empresa mencionada em uma vaga de emprego para saber se a agência ou serviço de recrutamento que a oferece foi mesmo contratada para fazer um processo seletivo.

10- Não assine nada antes de ler e tenha cópia de tudo

Parece que está tudo ok com a vaga? Vá com calma na hora de assinar documentos. Não assine nada antes de ler. Leia atentamente os termos do contrato de trabalho, que devem ser claros. Na dúvida, pergunte ou peça uma via para ser analisada por um advogado da sua confiança. Verifique também se promessas feitas verbalmente constam no documento.

Esse cuidado pode não só te livrar de falsas vagas de emprego como também de contratações que não correspondem às funções que foram anunciadas.

Guarde cópias e comprovantes de tudo para o caso de ser necessário fazer denúncia às autoridades ou recorrer aos meios judiciais. Exija uma via do contrato, pois, mesmo que assinado, o documento pode ser contestado judicialmente por cláusulas abusivas.

Cresce o numero de vitimas de fakes news

O número de vítimas de falsas vagas de emprego tem crescido vertiginosamente no Brasil, afetando principalmente pessoas em situação de desespero — muitas delas também fragilizadas financeiramente, por isso, todo cuidado é pouco.

Não deixe de divulgar as dicas dadas aqui a parentes e amigos — vale até indicar esta página quando alguém compartilhar ofertas de trabalho suspeitas nas redes sociais ou no WhatsApp, por exemplo.

Em caso de problemas, não hesite em procurar uma delegacia de polícia ou pedir orientações a um advogado. Os links abaixo também podem ajudar:

 RC News

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