Pinheiro abdica do parlamento para apostar alto: é glória ou casa
09/07/2018 - 9h54 em Bahia

Ao contrário da colega Lídice da Mata (PSB), que sobrou na chapa governamental e vai para deputada federal, ao lado de quem se elegeu senador em 2010, Walter Pinheiro, hoje na Secretaria de Educação do Estado, preferiu seguir outro rumo:

— Desisti do parlamento.

Interpretando: do parlamento sim, da política, não. Se pintar a chance num cargo executivo, tudo bem. Se não, volta ao ofício original, o de técnico em telecomunicações (ele era da Telebahia).

A aposta — Pinheiro vislumbrou o exemplo do Ceará. Dos 100 melhores classificados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), 33 estão lá, tendo à frente Sobral. Quer fazer a mesma coisa aqui.

A chave do enigma é uma interconexão entre as universidades públicas e escolas idem, com professores dando aula nas duas bandas. Botar pelo menos uma escola de ensino médio em todas as 417 cidades baianas. Oferecer a todos pelo menos um curso profissionalizante e incluir o máximo de 100 mil baianos em idade escolar que estão fora da escola.

Dizem que a excelência das governanças é baixar as más estatísticas e elevar as boas. Pinheiro está atrás desse bonde. Vai dar?

Eis a questão: os autores de empreitadas bem sucedidas nesse campo ganharam amplo, geral e irrestrito reconhecimento, mas depois de mortos, com estátuas e nomes de ruas. Voto não dá. Se para Pinheiro não der, pijama.

PF tem nome no jogo 2018

 

A decisão do pessoal da PF de lançar candidatos a deputado federal no país afora para tentar tirar proveito da Lava Jato tem nome na Bahia.

Anderson Muniz, agente da PF, é candidato a deputado federal pelo PTC, tendo algumas parcerias como Beto Simões, estadual ex-secretário em São Francisco do Conde.

Anderson diz que 90% da população brasileira apoia a Lava Jato. E na Bahia recebe queixas todo dia:

— A Lava Jato deve ficar.

Medo chega em Armação

Moradores do Jardim Armação, na orla oceânica de Salvador, queixam-se que a incidência de assaltos no bairro, especialmente nas áreas mais próximas da praia, está virando terror.

Semana passada um policial a paisana matou um assaltante num  bar e o alarido foi geral. Como disse um dos moradores:

— Isso de matar bandido em bar pode ser algo comum por aí, mas aqui é coisa que nunca se viu.

A vacina de João Gualberto

Em campanha atrás da reeleição, o deputado federal João Gualberto (PSDB) diz que nada perdeu quando se lançou candidato ao governo logo após a desistência de ACM Neto, em abril.

— Eu deixei meu pessoal todo de sobreaviso. Não liberei ninguém.

Gualberto diz que os seus eleitores continuam quase os mesmos de sempre.

Em política chamam isso de vacina. Tenta-se algo, sem vacilar no de sempre.

Alerta a tesoureiros: está na praça o golpe do zap

 

 

 

 

 

Oscar Guedes, secretário do Turismo em Gentio do Ouro, um aprazível pedaço de Bahia da região de Xique-Xique, diz que ele e o prefeito Robério Cunha (PDT) foram vítimas do golpe. O caso: alguém chegou numa loja de telefonia, clonou os dois zaps e passou para a Secretaria de Finanças pedindo R$ 150 mil.

— A transação só não foi consumada porque a forma com que o prefeito falava no zap era muito grosseira e ele não é assim. 

O prefeito de Barra do Rocha Luís Sérgio (PSB) também foi vítima de golpe similar e Oscar alerta que o problema é nacional:

— No meu caso, entrei na justiça contra a TIM. Uma operadora não pode ser instrumento desse tipo de coisa.

POLÍTICA 

COM VATAPÁ

A capanga

Marcelo Duarte, filho de Nestor Duarte Guimarães, jurista, pai do ex-deputado e secretário do Sistema Prisional Nestor Duarte Neto, subiu na tribuna da Assembleia lá por volta de 1967, e começou a disparar petardos contra o governador Luis Viana Filho.

Falava e falava quando de repente o deputado Horácio de Matos, fama de valente, aliado do governador, pegou a capanga, botou em cima da mesa e de propósito deixou o cabo do revólver à vista, para tentar intimidar Marcelo, que ficou meio parado, sem saber o que fazer.

Valter Lomanto, o Vavá Lomanto, também deputado, foi devagarzinho por trás de Horácio, pegou a capanga e gritou para Marcelo:

— Pode baixar o cacete à vontade que a capanga está comigo!

O deputado Marcelo Duarte acabaria cassado em 1969 pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5). Anistiado em 1979, de 2005 a 2008 foi vice-prefeito de Salvador no primeiro mandato de João Henrique.

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