Jaques Wagner visita Lula em Curitiba
08/06/2018 - 11h15 em Politica

Há exatos dois meses está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Desde então há uma vigília montada próximo ao local que pede a liberdade do petista.

A interlocução entre o político e os “vigilantes” dá-se por meio de personalidades públicas. Nesta quinta-feira, 7, uma das figuras a desempenhar o papel foi o ex-governador Jaques Wagner.

Ele esteve com o público da vigília, enumerou as ações positivas do governo Lula para o Brasil, reforçou que o ex-presidente foi condenado injustamente e destacou mais uma vez: 

– Não há plano A, B, C, Z ou Y. Apenas o plano ‘L’ de Lula candidato e Lula presidente.

O petista pôde relembrar os tempos de vigílias sindicais nas madrugadas do Polo Petroquímico de Camaçari ao participar do “Bom dia, presidente Lula”, com direito a discurso.

Projeto quer reduzir preços

O senador Otto Alencar (PSD-BA) apresentou projeto de decreto legislativo (PDL)  que permite a comercialização direta do produtor de álcool aos postos de combustíveis, eliminando a figura do atravessador. A expectativa é baixar o valor do álcool e consequentemente também o da gasolina. 

– Os atravessadores são ganhadores de dinheiro fácil – disse. 

Otto espera que o  projeto seja votado em regime de urgência e suprima o Artigo 6º da Resolução 43, de 22 de dezembro de 2009, patrocinado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). A normativa proibiu cerca de 400 produtores nacionais de etanol de comercializar o combustível direto com os postos, restringindo a negociação do produto com três distribuidoras, o que levou a uma elevação no preço final do combustível. O senador calcula que a venda direta pode resultar em uma redução de 20% a 30% no preço do álcool nas bombas. 

Vereador  contra LGBTQ+

O vereador Edvaldo Lima (PP) utilizou argumentos religiosos para proferir novo discurso contra a população LGBTQ+ nesta semana. Ao afirmar que informações de que LGBTQ+ podem escolher qual banheiro usar em escolas e faculdades não procedem, ele disse que não vai abrir mão de defender a “família tradicional” e ameaçou “ir até o local” caso saiba de alguma instituição que tenha adotado a medida.

– Estão dizendo que agora é lei, e isso não procede.  Nesta Casa já travamos batalhas a favor da família tradicional e não vou abrir mão disso – afirmou ele. 

O “profeta”, como costuma definir-se, pediu que a Secretaria de Educação do município não conceda autorizações desta natureza.

Falsos médicos

O prefeito de Candeias (Grande Salvador), Pitágoras (PP), e a secretária de Saúde do município, Soraia Matos Cabral, foram punidos em R$ 6 mil e R$ 2 mil, respectivamente, pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) por irregularidades na contratação de falsos médicos em 2017.  Além de multa, o TCM orientou que o caso seja informado ao Conselho Regional de Medicina da Bahia (CRM-BA).

A denúncia, encaminhada por vereadores da cidade no início do ano passado, informa que o suposto médico identificado como Felipe Borges prestou serviços  no posto de saúde Luiz Viana Filho. Depois, o médico foi identificado como estudante de medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Segundo a denúncia enviada ao TCM, o estudante estaria com documento do CRM-BA, de inscrição nº 023565  fraudado. Na denúncia consta ainda  uma mulher que também prestou serviços privativos ilegais, como médica, no posto de saúde de Candeias.

Os gestores argumentam que desconhecem as contratações e atribuem a iniciativa  ao diretor do posto de saúde. No entanto, o TCM entende que a administração municipal também é responsável pelo ocorrido. Para a relatoria, a documentação apresentada na denúncia mostra que, ao contratar os supostos profissionais, a prefeitura, através da secretaria municipal de Saúde, não obedeceu ao artigo 37, II, da Constituição Federal, que dispõe sobre ingresso no serviço público por meio de concurso. 

Já o Ministério Público de Contas alegou que “esta forma de admissão de pessoal, além de desrespeitar os comandos constitucionais, abre brecha para a contratação de profissionais desqualificados, que não possuem compromisso com a administração pública”. 

A decisão cabe recurso.

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