Otto diz que ladrões profissionais ditavam as regras na Petrobras
07/06/2018 10:01 em Politica

O senador Otto Alencar (PSD) está injuriado. Ele e mais 28 colegas subscreveram um pedido para a instalação de uma CPI para investigar a gestão de Pedro Parente na presidência da Petrobras, e o presidente da Casa, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), já disse que não vai instalar.

As razões do pedido:

1 – Parente estava na presidência da Petrobras e também era conselheiro do Ibovespa, um dos grandes indicadores (para investidores) do mercado de ações.

2 – Parente colocou no conselho de administração da Petrobras quatro executivos ligados à Bolsa de Valores de São Paulo.

3 – De quebra, a mulher de Parente é conselheira do banco J. P. Morgan, ao qual a Petrobras devia R$ 2 bilhões a vencer daqui a cinco anos. Ele pagou a dívida agora.

Parentão — Segundo Otto, instituindo uma política de vender os ativos da Petrobras como refinarias e empresas como a Fafen e deixando o preço de combustíveis ao sabor das oscilações do dólar e do preço do barril de petróleo, a estatal subiu as ações: começou a R$ 9, hoje está a mais de R$ 16. E nós, o povo, que se dane a pagar reajustes diários dos combustíveis.

– É um escândalo, o Parentão. Antes, no petrolão, tínhamos ladrões amadores. Agora, no Parentão, ladrões profissionais. Ganharam muito dinheiro, muito mais do que a Petrobras perdeu com a Lava Jato.

Adolfo rebate queixa do PSB

Ao ver o presidente do PSB em Salvador, Domingos Leonelli, dizer que Rui Costa erra ao dar espaço ao senador Otto Alencar, levando Ângelo Coronel para disputar o Senado, em detrimento da senadora Lídice da Mata, o deputado Adolfo Menezes, líder do PSD na Assembleia, ironizou:

– Se dependesse de Lídice, Rui não seria governador.

Ele diz que criticar Otto pela força que tem é bobagem. ‘Isso é mérito’.

Alckmin caça voto e a união 

Geraldo Alckmin vem hoje a Salvador na sua primeira incursão como pré-candidato do PSDB em 2018 angariar simpatias e, por tabela, votos, mas será aconselhado a tentar aparar arestas internas.

A principal: convencer o deputado Jutahy Júnior, candidato ao Senado com Zé Ronaldo, a aceitar o deputado Irmão Lázaro (PSC) como companheiro de chapa.

Ronaldo quer. Acha que Lázaro soma. Mas Jutahy, não.

Sinal de alerta com  emendas

 Deputados federais baianos aliados de Temer entraram numa espécie de frisson com o efeito da greve dos caminhoneiros.

O xis da questão: alguns estão cheios de emendas com as quais pretendem seduzir prefeitos agora sob o risco de serem cortadas para ajudar a pagar os subsídios do diesel.

A correria se justifica. Todos dizem que o corte é certo. Agora lutam para salvar o máximo possível.

Comércio quer minimizar efeitos da greve com ICMS

O comércio, que sofreu forte baque com a greve dos caminhoneiros, agora corre atrás de Rui Costa e ACM Neto para tentar minimizar os prejuízos. O grupo Por um Comércio mais Forte, que reúne as principais entidades do setor (Fecomércio, FCDL Bahia, CDL Salvador e Associação Comercial da Bahia), despachou ofícios ontem para o governo e a prefeitura de Salvador pedindo socorro.

A Rui eles pedem que o pagamento do ICMS relativo a maio seja prorrogado para o último dia útil do 6º mês subsequente ao do vencimento e também que não sejam aplicadas multas sob o vencimento de prazo de notas fiscais do transporte de mercadorias durante a greve. E de Neto querem prorrogação do ISS. 

 

 

 

 

 

 

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