EM CERIMÔNIA, IPAC ASSINA DOCUMENTO DE TOMBAMENTO PROVISÓRIO DA FAZENDA ENGENHO D’ÁGUA
06/06/2018 09:11 em SFC

Aconteceu nesta terça-feira (05), uma cerimônia para celebrar a assinatura do tombamento provisório da Fazenda Engenho D’água localizada na rodovia BA 522 no KM 10 em São Francisco do Conde. A Fazenda foi palco de um marco da história cultural do município, com o ato de assinatura da notificação do tombamento provisório a fazenda terá sua preservação e valorização garantida.

A iniciativa é uma articulação conjunta feita pela Secretaria de Cultura através do departamento de Patrimônio Histórico e Cultural de São Francisco do Conde, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e a Prefeitura Municipal.

Proprietário da Fazenda Engenho D’água, Mario Ribeiro. Foto: RC News

A abertura da solenidade deu inicio com os pronunciamentos, do secretário de Cultura, Osman Ramos; da Diretora de Patrimônio da Secretaria de Cultura, Bernadete Primo; da Secretária de Turismo, Ursula Flavia; da Arquiteta do IPAC, Lígia Larcher; da Gerente de Patrimônio Material do IPAC, Roberta Ventura; do Presidente da Câmara, Venilson Chaves (Cravinho); o Deputado Estadual, Rosemberg Pinto, representando a Assembleia Legislativa da Bahia; o vice-prefeito, Carlos Alberto Bispo Cruz (Nem do Caípe) representando o Prefeito Evandro Almeida; o Anfitrião do evento, Mario Ribeiro; o Superintendente de Serviços Turísticos da Bahia, Jorge Ávila; o diretor do IPAC, João Carlos de Oliveira, e a presença de algumas autoridades políticas do município, secretários e pessoas envolvidas ativamente no processo do pedido de tombamento entre outros convidados.

A Diretora de Patrimônio da Secretaria de Cultura, Bernadete Primo agradeceu ao proprietário da Fazenda em ter dado confiança em atender ao pedido da secretaria e preservar esse patrimônio histórico “Esse patrimônio hoje não é só seu, hoje esse patrimônio é nosso e do nosso país” declarou.

De acordo com o Ipac, qualquer cidadão, associação ou prefeitura pode solicitar o tombamento de uma edificação ou manifestação cultural em um dos 417 municípios do Estado. Para isso, basta encaminhar ao órgão um ofício solicitando o tombamento. Para análise do processo de tombamento, a instituição encaminha historiadores e sociólogos para estudo in locu do equipamento. Após diversas análises, o processo é deferido ou não.

“Nesse momento está havendo um duplo resgate, na verdade a comemoração de um duplo resgate, primeiro o resgate feito por Mario Ribeiro de uma propriedade que pertenceu a sua família há muitas décadas atrás e ele resgatou esse seu patrimônio pessoal, e, resolveu instalar uma fazenda… se não tivesse um diferencial que é uma sensibilidade, uma cultura e, fez com que ao invés de simplesmente se fazer uma fazenda, ele trouxe muito mais além, ele entrou no seu segundo resgate, e o que ele resgatou foi muito especial, ele resgatou uma espacialidade de 400 anos” disse Ligia Larcher, arquiteta do IPAC.

O Deputado Estadual Rosemberg Pinto, o Diretor Geral do IPAC João Carlos Oliveira, o proprietário da Fazenda Engenho D’água Mario Ribeiro, o vice-prefeito Carlos Alberto, o presidente da Câmara Venilson Chaves. Foto: RC News

O presidente da Câmara Municipal, o vereador Venilson Chaves (Cravinho), oficializou um convite para levar a extensão do evento para a Câmara de Vereadores, mostrando assim a valorização de um sonho que sonhado só acabou se tornando coletivo. “Levaremos a extensão desse evento para a Casa do Povo”, disse o presidente referindo-se a colocar o assunto em evidencia durante as sessões plenárias da Câmara.

O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) é uma autarquia vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e atua de forma integrada em articulação com a sociedade e os poderes públicos municipais e federais, na salvaguarda de bens culturais tangíveis e intangíveis, na política pública estadual do patrimônio cultural e no fomento de ações para o fortalecimento das identidades culturais da Bahia.

Gerente de Patrimonio Cultural Roberta Ventura, Secretario de Cultura Osman Ramos, Proprietário da Fazenda Engenho D’água Mario Ribeiro, Assistente Técnica Secult Honorina Gonçalves, diretor do IPAC, João Carlos de Oliveira, Diretora de Patrimônio da Secretaria de Cultura, Bernadete Primo e a Arquiteta do IPAC, Lígia Larcher. Foto: RC News

O proprietário da fazenda Mario Ribeiro, agradeceu a todos os presentes e as pessoas que estão nessa luta incansável ao seu lado para colocar a fazenda Engenho D’água nos trilhos ambientais e econômicos. “Não tenho receio de afirmar que isso é parte de um sonho que venho alimentando há décadas, e que está se consolidando neste instante, e tenho certeza que muito irá contribuir na formação de gerações futuras, vai materializar parte da historia do município” sem conter as lagrimas agradeceu a sua mãe Carmem, sua esposa Salete Ribeiro e todos os amigos que contribuíram na recuperação da fazenda.

O proprietário da Fazenda Engenho D’água, Mario Ribeiro, sua esposa Salete Ribeiro e sua mãe Carmem. Foto: RC News

 

A Fazenda Engenho D’Água

Localizada em São Francisco do Conde-Ba, Brasil, no distrito de Monte Recôncavo, a Fazenda Engenho D’Água pertenceu durante mais de duzentos anos à família Bulcão, origem dos três barões de São Francisco.

Gaspar de Faria Bulcão adquiriu as terras por compra e dote de sua mulher, Guiomar da Costa. Em 1655, tornou-se proprietário também da Fazenda Água Boa, vizinha ao engenho São José, a qual já possuía e o mesmo foi seputado na capela da fazenda.

Ainda no século XVII, a propriedade passa por sucessão ao filho de Faria Bulcão, Baltasar e desde 1718, a seus filhos, os padres Gaspar e Matias, e José da Costa Bulcão, propriedade esta na qual residiram três barões que receberam e hospedaram personalidades internacionais.

Redação Rede RC

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