AUTOMÓVEL - Uma boa higienização pode ajudar a combater alergias
27/04/2018 09:45 em Trânsito

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), 30% da população sofre com alguma sensibilidade alérgica. A rinite é uma delas, que afeta de 10% a 30% dos adultos e até 20% das crianças em todo o mundo. Se você está incluso nessas estatísticas e é motorista, seu problema pode se agravar ao andar constantemente em um carro que não está devidamente limpo e higienizado.

 

Pó, ácaros e bactérias espalhadas no interior do carro podem causar espirros constantes, coriza, coceiras e dificuldade para respirar nos condutores que sofrem com alergias. Diminuir a poeira no veículo é uma questão de higiene, saúde e até segurança no trânsito, pois podem acontecer acidentes caso os sintomas ocorram durante a condução do veículo.

 

Segundo Lia Assis, sócia da Megga Estética Automotiva, localizada no Vasco da Gama, os lugares mais comuns para acúmulo de sujeira dentro do carro são os carpetes, poltronas e teto, além do filtro do ar-condicionado.

 

Limpeza profunda

 

Algumas das soluções contra alergias é a higienização automotiva. Diferente da lavagem tradicional, o processo funciona como uma limpeza mais detalhada e profunda. A higienização ajuda a combater problemas com ácaros, fungos, bactérias, cheiros de cigarro, possíveis manchas e outros problemas, como odores que, por ventura, tenham sido derramados no estofamento. Sem uma limpeza adequada, esses fatores podem agravar ainda mais alguns problemas respiratórios, alérgicos, asma, alergia dos olhos e tosses.

 

“Na lavagem o foco é mais a chaparia, já na higienização nós tiramos todos os bancos para ter acesso ao carpete, limpamos o teto, todas as entradas de ar e o painel. Tudo isso sempre supervisionado por um profissional que na hora da montagem colocará as peças corretamente em seus devidos lugares, evitando, assim, ruídos desagradáveis causados por peças mal fixadas”. Na Megga Estética Automotiva eles usam produtos específicos antiácaro e bactérias. Os bancos são colocados para secar ao sol ou em um ambiente equipado com lâmpadas infravermelho. Todo o processo dura cerca de quatro horas.

 

Os preços variam de acordo com o tamanho e o modelo do carro. Nos hatches compactos, o valor é em média R$ 175. Para os sedãs e SUVs, a higienização custa R$ 195. Já o serviço nas picapes sai por R$ 250.

 

Além da higienização, as tradicionais lavagens devem ser feitas regularmente. Reserve um dia da semana para realizar a aspiração dos tecidos automotivos. Esse processo pode ser feito em casa e ajuda a aliviar a presença de poeira no automóvel e outros resíduos, como restos de alimentos e papéis. A higienização completa com profissionais especializados é indicada a cada três meses.

 

Elson Felipe, da Dream Clean, alerta que os cuidados podem começar antes mesmo de comprar o carro. Existem hoje no mercado opções de tecidos antialérgicos especialmente desenvolvidos para esse fim, mas as melhores opções continuam sendo o couro em sua versão natural ou sintética. O couro também é mais fácil de limpar e não há comprometimento do conforto nem da estética do veículo.

 

Cuidados com o ar-condicionado

 

Outro vilão dos alérgicos é a sujeira proveniente do ar-condicionado. É importante realizar também a troca do filtro regularmente, de acordo com a especificidade do fabricante. O filtro de cabine (ou antipólen) é semelhante ao filtro de ar do motor. Há um modelo que, além de papel especial, utiliza também carvão ativado, que aumenta a capacidade de reter odores indesejáveis.

 

O filtro antipólen ou de cabine protege contra partículas tanto de pólen quanto de poeira, mas também contra bactérias e outros elementos patogênicos. Alguns deles acabam passando pelo filtro e se alojando nas tubulações, onde se reproduzem e podem causar sérios problemas respiratórios, e aí mora o problema. Não há como limpar essas tubulações, pelo difícil acesso, e o que resta é trocar o filtro e fazer a higienização do sistema.

 

O manual do proprietário detalha o período recomendado de troca, que é de 20.000 km, em média. Mas se você é fumante ou transporta algum, o período de troca deve ser reduzido para 10.000 km.

 

Um sinal de que o filtro está com problemas e precisa de uma substituição é a diminuição no volume de ar que ele transmite. Quando fica muito sujo, o filtro não deixa passar nada, nem o ar. Mau odor ou cheiro de mofo também são indicações fortes de que é preciso trocar o elemento filtrante e higienizar o sistema de ventilação do veículo.

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