Diretor do Museu Afro Brasil é acusado de assédio sexual por ex-funcionário
28/12/2017 11:47 em Brasil

 

O diretor do Museu Afro Brasil, o baiano e ativista do movimento negro, Emanoel Araújo, 77 anos, é acusado de assédio sexual por um ex-funcionário do espaço. Raphael Arruda usou o perfil do Facebook para relatar os abusos sofridos pelo ex-chefe.

 

No desabafo, postado na segunda-feira, 26, Arruda classificou Emanoel como um ser de "comportamento predatório, narcisista e que ataca diretamente a afeição e a autoestima das pessoas a sua volta".

 

Ele escreveu que "o Sr Emanoel faz um espetáculo com o assédio, nada do que estou relatando aqui é segredo é sua conduta é conhecida, assim como dos notórios assediadores que ganharam manchetes nos últimos meses".

 

Arruda ainda chegou a listar quatro situações constrangedoras que disse ter passado com o baiano. Numa delas, ele afirma que o diretor tocou nas suas genitais.

 

"1-Ele me viu passando no corredor estreito e veio para cima de mim, falou algumas coisas e lambeu a minha orelha;

2 - Durante uma abertura de exposição pede para um amigo dele tirar uma foto minha (sem meu consentimento) e diz que era para se masturbar depois;

3- Disse que o dinheiro que gastaria para trocar seu carro preferia gastar para ter meu corpo. Claro e fizeram frente a outras pessoas;

4- E claro já me tocou nos genitais".

 

Em outro trecho, ele também afirmou que outros funcionários já foram vítimas do diretor e por isso ele achou importante se posicionar sobre o caso.

 

"Após ver os relatos de outros funcionários e de perceber que a mesma estrutura que o protege e relativiza abuso segue vigente, resolvi compartilhar o meu relato que espero que ajude outras pessoas a denunciar esse tipo de coisa", relatou.

 

A reportagem entrou em contato com a assessoria do museu e  foi informada  que o assunto está sendo tratado somente com o advogado de Emanoel, Belisário Júnior.

 

A Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, por sua vez, também informou ao portal que "por se tratar de acusações sobre uma conduta pessoal do diretor, somente a assessoria do museu ou o advogado dele poderá se pronunciar sobre o caso". 

 

A equipe de reporgem tentou contato com o advogado, mas, até a publicação desta matéria, não obteve retorno. Do A Tarde

 

 

 

Bem eu esperava não ter que tocar nesse assunto publicamente, mas não me surpreende que tenha vindo a tona. Bem, vamos lá:

Trabalhei no museu Afro-Brasil por dois anos e tive contato direto com o Sr Emanoel, lembro que a primeira coisa que ele me disse foi sobre uma aliança de noivado:
-Tu é noivo é? Que babaca. Fica aí com essa aliança de trouxa.

Até então era só um cara com um humor bruto e péssimo trato com as pessoas. Alguns funcionários me alertaram sobre ele mas por um tempo não tive problemas. Até que um dia uma mão na cintura aqui, uma palavra mais obscena ali e era daí para baixo. Vou citar alguns episódios mais marcantes:

1-Ele me viu passando no corredor estreito e veio para cima de mim, falou algumas coisas e lambeu a minha orelha.

2 - Durante uma abertura de exposição pede para um amigo dele tirar uma foto minha (sem meu consentimento) e diz que era para se masturbar depois.

3- Disse que o dinheiro que gastaria para trocar seu carro preferia gastar para ter meu corpo. Claro e fizeram frente a outras pessoas.

4- E claro já me tocou nos genitais.

O Sr Emanoel faz um espetáculo com o assédio, nada do que estou relatando aqui é segredo é sua conduta é conhecida, assim como dos notórios assediadores que ganharam manchetes nos últimos meses.

Havia questões de assédio moral também, certos ataques de raiva e uma estupidez com funcionários que já presenciei.

Não tive problemas trabalhistas com o Museu. Cumpriram suas obrigações como previsto em lei.

Não estava mais motivado ali e após meu desligamento não tive mais que pensar nisso. Após ver os relatos de outros funcionários e de perceber que a mesma estrutura que o protege e relativiza abuso segue vigente, resolvi compartilhar o meu relato que espero que ajude outras pessoas a denunciar esse tipo de coisa.

Presenciei de fato ações humanitárias do Sr Emanoel, uma afeição quase paternal por muitos funcionários e até mesmo comigo, o que sei que fará parte de sua defesa. Uma coisa não anula outra, seu comportamento é predatório, narcisista e ataca diretamente afeição autoestima das pessoas a sua volta.

Tenho carinho muito grande pelo Museu Afro-Brasil e as pessoas que ali trabalham e até mesmo pelo Sr Emanoel, mas espero que responda diretamente a população, a justiça e as pessoas que feriu.

Não espero nenhuma compensação e isso para mim é página virada mas expresso total solidariedade aos colegas e pessoas que são vítimas desse tipo de comportamento.

Obrigado!

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