Psicólogo interpreta drag trans em homenagem a amiga que cometeu suicídio
11/08/2017 - 9h28 em Bahia

 

Quem vê a drag queen baiana Sabrina Sasha brilhar nos palcos do Super Talento, o maior concurso de atores transformistas do estado, não imagina que ela nasceu em uma instituição de ensino. Diferente da maioria dos atores transformistas da cidade, Sabrina não começou nos palcos de bares e casas de show. Foi para apresentar seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que o psicólogo Franklin Xavier, 24 anos, criou a personagem, que mistura doçura e sabedoria. Mais do que uma personalidade ou um alter ego, Sabrina é uma homenagem a uma amiga transexual de Franklin que cometeu suicídio.

 

 

 

“Tudo começou lá no meu 5º semestre da faculdade. Sempre escrevi sobre aceitação do corpo, sobre ser quem você é e não se importar com o que as pessoas dizem sobre você”, conta Flanklin. Em um fórum da web, o então estudante de psicologia conheceu a feirense Marina*, uma menina transexual de 19 anos. “Ela me adicionou, começamos a conversar e viramos amigos”, revela. Ele e Marina* passaram a se falar todos os dias e tornaram-se grandes amigos. “Mesmo sem nos conhecer pessoalmente, tínhamos uma amizade daquelas que parecia que nos conhecíamos a anos. Conversávamos todos os dias. Marina* me contava toda sua rotina e vice-versa”, comenta.

 

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Nessa época, ele não tinha afinidade com temas de gênero, como transexualidade. Foi com a garota que aprendeu. “No curso de psicologia, a gente quase não ouve falar sobre gênero. Hoje, as coisas vêm mudando… Mas ela me mostrou muita coisa sobre esse universo e me ensinou demais”, lembra. Marina* o ajudou especialmente na primeira matéria do TCC. “Foi por causa dela que resolvi falar sobre transexualidade. Meu tema foi ‘Sou mulher sou menina: A construção da subjetividade de uma mulher transexual’”.

 

  Mini glossário de gênero

 

 

 

 

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